quarta-feira, 27 de maio de 2020

Fascismo será banido, de novo, por Gustavo Conde


"Trocar um nome marcado de ódio como esse não será apenas uma questão de 'sobrevivência social', mas uma possibilidade de reumanização"

O nome 'Bolsonaro' ficará marcado para sempre no lodaçal das más lembranças.
Me lembrei de uma história.
Não se vocês conhecem a revista 'A Recreativa', de palavras cruzadas. É uma publicação belíssima, inteligente, em papel comum, que povoa as bancas de jornais desde os ano 50.
É uma espécie de 'sabonete Phebo' das revistas.
Tenho uma ligação afetiva com a publicação porque meu pai a amava. Em casa, ele perambulava para lá e para cá com uma revista na mão e uma caneta na cabeça.
Dobrava capa da revista, deixando uma 'lombada tubular', o que me causava alguma aflição.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Párias, por Wilson Ramos Filho


"As políticas neoliberais, desde o golpe de 2016, destruíram a economia. Com Guedes a coisa ficou pior. A renda despencou. Bolsonaro é desprezado internacionalmente. E nós, por aceitarmos esse governo, sofremos as consequências"

É impossível sair do Brasil. Portugal, Espanha, França? Fechados. Alemanha, Itália? Não aceitam brasileiros. Países Baixos, Escandinávia? Também não. Balcãs, Rússia, países bálticos. Nem pensar, brasileiros não entram. Suiça? Claro que não! Reino Unido? Só com quarentena na chegada e
em raros casos, específicos, sem poder sair, quase uma prisão.
E nos EUA? O Trump é amigo do Bolsonaro. Fechados a partir da próxima semana. Quem passou pelo Brasil não entra nos isteites, salvo se residente lá, e ainda assim com quarentena.

A queda do maior genocida da história moderna se aproxima

Imagem: detalhe da charge de Renato Aroeira
"A queda de Bolsonaro será como derrotar o nazismo. Terá um impacto gigantesco na reestruturação da história do país. Quem estiver do lado 'vencedor' terá uns 50 anos de perdão e ficará bem na fita como nunca antes na história deste país"

Moro no Fantástico foi uma decepção? Mas quem esperava que seria um espetáculo?
Só se Moro usasse algum tipo de droga para sair daquela fleuma fono-claudicante e daquela confusão mental que lhe caracteriza o discurso.
Sergio Moro parece fritar no medo tenebroso da própria insignificância que lhe acompanhará até a cova.
Mas isso não é importante.
Moro sempre foi assim e destruiu a economia brasileira inteira sendo assim.

domingo, 24 de maio de 2020

Governo-hemorroida segue evacuando o sangue dos brasileiros

 

"O estrago que esses vermes fazem com a linguagem humana tem a mesma dimensão sangrenta do palavreado insultuoso que lhes caracteriza os intestinos - que, no caso deles, são o esôfago, que municia suas respectivas bocas, verdadeiros aparelhos excretores. 

Talvez, só respondendo com a mesma vulgaridade, o mesmo mau gosto, a mesma agressividade, o mesmo tom apodrecido, o mesmo eixo metafórico de esgoto, para se encontrar uma vacina retórica a altura que combata essa doença chamada governo Bolsonaro. 

Ser educado com essa escória é uma irresponsabilidade. Quando o sangue corre nas ruas, os ritos da boa educação tornam-se sintoma da miséria ética que caracteriza as elites covardes. 

[Lembrando que, no Brasil, ‘elite’ tem sentido pejorativo].

sábado, 23 de maio de 2020

É falso que a divulgação do vídeo da reunião ministerial tenha sido 'boa' para Bolsonaro


"O vídeo da reunião ministerial de Bolsonaro é catastrófico para Bolsonaro. É falso que ele sirva de atiçamento das hostes milicianas. É falso que ele represente a autenticidade ideológica do bolsonarismo"

Muita gente do campo democrático está dizendo que a divulgação do vídeo da reunião ministerial foi excelente para Bolsonaro, que ele não se comprometeu e que pode, inclusive, crescer em popularidade.
Daqui do 'chão da fábrica do sentido' (e não da 'diretoria acadêmica' do 'eu sei'), o que me resta seria tentar explicar por que isso acontece.
Vamos por itens, para ficar mais fácil:
1) Há um tom charmoso de ceticismo nesses enunciados. Quem os ostenta, portanto, promove um efeito de 'inteligência' no tom de seu discurso. É uma percepção embolorada de velha, mas o ceticismo ainda causa boa impressão nas rodas intelectuais;

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Para rechaçar mais um golpe, é preciso retomar a campanha Lula Livre

Foto: Ricardo Stuckert
"É preciso retomar a campanha Lula Livre. Lula ainda está preso, proscrito pelos meios de comunicação e pelo debate político institucionalizado. Essa proscrição fere o PT de morte, porque o partido tenta, com sua lealdade, reverberar a ideia Lula"
Lula 'reaparece' e o sistema grita. 
O sistema é Bolsonaro somado à Globo, basicamente - por incrível que possa parecer. 
Por isso, eles toleram Bolsonaro. Preferem Bolsonaro - que esmaga a civilização todos os dias deixando a esquerda democrática puta da vida - a suportar Lula (esmagando a indiferença e dando um show de civilização).
É o jogo semântico dos contrários. É a futebolização da política. Eu ganho, você perde: toma.
Noção de coletividade? Coisa de comunista.
Se Lula não aparecer mais e mais e mais, todos os dias, de maneira ostensiva, sistemática e 'perturbadora', o bolsonarismo vai se manter.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

A fraude das agências de checagem


Eu tenho vergonha das "agências de checagem" brasileiras. Eles não têm metodologia, não têm rigor, não têm leitura, não têm qualidade de texto.
São na verdade, um bando de "estagiários" que tomaria bomba no primeiro ano de qualquer curso sério de graduação no país (com todo respeito aos estagiários).
É chocante.

A boatos.org, por exemplo, "pôs fim" à "polêmica" sobre o fato de a palavra "tubaína" ser ou não ser gíria da ditadura militar sobre tortura por afogamento.
Disseram taxativamente: é fake news que 'tubaína' seja gíria atribuída à tortura no período da ditadura no Brasil.
Como eles constataram isso?
Eles consultaram o volume produzido pela Comissão da Verdade e mais relatos historiográficos sobre a ditadura "e não acharam nada a respeito".
Em 24 horas.
E fim.
Ou seja: se eles não encontraram nenhum documento que comprove o uso da gíria, ela nunca existiu.