sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Diário do Conde

Cartório:
- Registra aí: Partido Novo.
- Com acento no primeiro 'o'?

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Já perceberam como a imprensa não dá plantão no hospital em que Temer está internado, como não questiona médicos, como não chama especialistas para seus estúdios, como não não explora a notícia? É uma imprensa super civilizada, a melhor do mundo.

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Pessoas maldosas falam que FHC tem Alzheimer, não sei se de maneira figurativa ou não. O fato é que se FHC tivesse Alzheimer, ele seria muito mais lúcido e coerente. Se se pegar as declarações que ele deu no último ano e "enfileirar" vão parecer tudo, menos que são de uma mesma pessoa. Como linguista, eu diria: FHC tem um problema de "autoria".

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Tem gente que foi a favor do impeachment e hoje chora para não ser "confundida" com golpista. É a mesma situação do impeachment do Collor: depois do impeachment de 92, ninguém sabia aonde estavam os eleitores do Collor. Todos haviam sumido.


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Quem foi a favor do impeachment é ELEITOR de Temer. Não se escondam agora, por favor. Arrependimento sim. Falsidade não.

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- Mas me diz uma coisa: você votou no Aécio?
- Não. Eu anulei.

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Não dá para saber direito o que vai ocorrer com a internet depois do fim da "neutralidade". Pode acontecer de tudo, inclusive nada (que está inclusa no 'tudo'). Mas uma coisa, eu posso antecipar: jamais se conseguiu aprisionar as palavras.

Podem empurrá-las para lugares hostis, o que só as faz mais fortes e resistentes. A liberdade de expressão que a internet propiciou, tão criticada por intelectuais obsoletos, não tem volta.

A perpetuação da espécie já está dependente desta plataforma de texto, assim como ficou dependente da própria escrita, esse rebento tecnológico ainda insuperável.

Censurar a internet me lembra aquela história do ditador que manda cortar as mãos do revolucionário, ao que este lhe responde: você acha que eu escrevo com as mãos?

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Agora que o gás tá esse preço, eles podiam mudar a musiquinha do gás, né? Sei lá, uma coisa mais refinada, Wagner ou Miles Davis, por exemplo.

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Agora o gás não se chama mais gás de cozinha. Agora é gás BUTANO. Butano no meu, butano no seu, butano no de todo mundo.

Via Carlos Nunes Chrisosthomo, esse gênio do trocadilho.

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Silogismo caidaço da revolução:

O nada está no tudo
O tudo, por si só, não vale nada
Logo:
Agora é tudo ou nada.

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É hora de começar a pensar em um governo paralelo, como Lopez Obrador e a esquerda fizeram naquela eleição fraudada no México em 2006.

Governos paralelos são realidade democracias afora. Fazem parte do jogo, sendo uns mais radicais, outros menos, de acordo com a conjuntura política.

Na Reino Unido e no Canadá, são realidade perene. Lá, eles são chamados de "Gabinete Paralelo". São eleitos pelos partidos de oposição e exercem influência decisiva nos rumos das políticas públicas.

Não vejo outra saída para este impasse que a justiça política está criando no Brasil. Talvez, eles nos façam esse favor.

Talvez, um governo de esquerda paralelo seja a herança politizada que estes juízes fraudadores venham a nos deixar.

Eu digo sempre: não subestime a história nem os fatos. Eles prevalecem sempre, sobretudo incomodando aqueles que querem produzir uma história forjada, artificial, sem conexão com a realidade.

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Por mim, EU estaria preso. (tradução livre de "por mim, Aécio estaria preso").

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Governo paralelo!

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Agora que os americanos decidiram pelo fim da neutralidade na internet, a gente poderia decidir pelo INÍCIO da neutralidade na imprensa, não é mesmo? Para equilibrar, pô!

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